Xxxuro que queria tê-la como meu alter-ego. Não existe perspicácia maior na terra brasilis, ou talvez haja, mas eu ainda não conheci. O luscho maior de Katylene é que ela tem o poder miraculoso da síntese ácida: em poucas palavras ela traduz aquilo que muitos (como eu) levariam toneladas de palavras para escrever. Sem contar que as cousas que ela inventa grudam na gente, tipo a maravilinda voadora de edy! A viciar-se.
8 de agosto de 2009
Eu S2 Katy
Há algo de novo em minha vida e que me traz tanta, mas taaaaaanta alegria que nem me contenho em mim mesmo quando essa cousa se faz presente no meu dia. Não, não estou falando de amores e nem de meus queridos roommates, mas de minha nova Brazil's Next Top Best Friend, a amyga:
3 de agosto de 2009
Poesia do dia a dia
Sei que não sou muito dado a recomendar e nem gostar tanto assim de músicas nacionais. Tampouco me aprazem as composições tupiniquins, que são, ao meu ver, ou simplistas demais ou megassuperhiperescritas e/ou pseudointelectualizadas.
Acho que nos faltam letristas inspirados de linguagem acessível, longe dos quebra-cabeças líricos que alguns de nossos melhores compositores produzem.
Nessa onda, eis que me lembro de uma letra e música que muito me agrada e toca. Sem mais delongas, aqui vai:
Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno
antimonotonia...
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...
Acho um luxo só. Por anos, essa música foi meu mantra secreto para o campo do coração. Experiências, vida e centenas de sessões de terapia depois, o resultado todo mundo já conhece.
Todo o amor que houver na vida, (Cazuza).
27 de julho de 2009
No meu jardim
Como é triste perceber que nem sempre ser o propagador da verdade é algo positivo. Faço aqui uma pequena mea culpa, já que usei meus poderes explicitadores de maneira exagerada. Devo agora recolher-me na Toca dos Gatos do silêncio e guardar um pouco do elixir da revelação para mais loguinho.
E, como para todo drama existencial existe uma trilha sonora, dá-lhe Antony & the Johnsons, meus favoritos do momento com seu novo e lindãossimo disco The Crying Light. Eis a primeira faixa do disco, num clipe não oficial:
Notem como beleza e tristeza também rimam bem.
Eu coração Antony Hegarty.
26 de julho de 2009
Feriando
Dilemas éticos à parte, ainda estou aqui, aproveitando cada momento das deliciosas férias das quais desfruto neste mês.
As gostosuras da amizade alegraram meus últimos dias, mas agora o que se me impõe é o cansaço do excesso, mas sem grandes dramas.
Esta última semana de atoísmo pago e merecido há de ser muito bem aproveitada.
E viva o verão em pleno inverno!
17 de julho de 2009
Campanha
Estou prestes a lançar uma campanha informativa/dramática com o seguinte título:
Não crucifixem os críticos!
Nós, as pessoas que têm um senso crítico aguçadíssimo e um padrão de qualidade ainda mais elevado, sofremos de eterna incompreensão. O maior erro de julgamento que nos é perpetrado é sermos considerados azedos ("você sempre acha tudo ruim"), negativos ("você sempre vê defeito em tudo") ou maldosos ("credo! ele-ela é tão legal/gente-boa/simpático"). G-zus.
Realista que sou, bem sei que a maioria das pessoas continuará pensando assim, uma vez que elas simplesmente não têm os mesmos padrões que nós. Para mim, esse tipo de gente está a um passo da burrice, digo, mediocridade. É só dar um escorrego e... Ui, que linda é a vida!
Recentemente tive uma epifania. Ao trabalhar com os talentosíssimos, megapontuais e supercompetentes rapazes do Superfície.org, pude ver que a nossa luta tem um propósito. É um alívio tão grande poder saber que você pode deixar tudo na mão da outra pessoa e ter a certeza que ficará ótimo.

Miranda Pristley está de olho.
11 de julho de 2009
Immigration Society - parte II
O estudo acerca dos imigrantes brasileiros continua. Como relatado na parte I, há dois tipos de imigrantes: aqueles que se integram e os phamosos biscates.
Esses brasileiros que buscam marido e/ou grana no exterior apresentam características bastante intrigantes e sempre muito similares. De maneira muito interessante, todos eles sempre sonharam em morar na "gringa" (mais uma abominável locução), mas, ao lá chegarem, só ficam falando de como a vida era maravilhosa na Brasil. Paradoxal, não é mesmo minha gente?
Há também aqueles que vivem nas pequenas comunidades brazucas, muitas vezes em contextos monolíngues e isolados culturalmente. Essas pessoas vivem querendo reconstruir o Brasil no exterior, com seu tráfico de gostosuras, revistas e todo o tipo de besteira e futilidade brasileira. O que eu sempre me perguntei foi: por que não aproveitar o que tem de bom no país em que se está, sem se esquecer o que foi deixado? Esse povo vive querendo viver no deixado. Não dá.
O filme Jean Charles, sobre a história do homônimo que foi assassinado pela polícia britânica por engano retrata bem o pânico e decadência moral do tipo II de imigrante brasileiro. Sem ignorar o absurdo da morte dele, mas sendo cortantemente sincero, o exemplo que ele dá dos brasileiros é o pior e mais degradante possível. É aquele tipo de pessoa que não só recria a cozinha, as roupas medonhas de feias e as festas brasileiras como também reproduz aquilo de mais criticável que nós temos: o infame "jeitinho". Passaportes ilegais, esquemas ilícitos, criação de vantagens corruptas... Tudo isso faz parte do repertório de tal figura. Lamentável.
Quem nunca teve preconceito com brasileiros baba-ovo no exterior que atire o primeiro passaporte
ilegal.
Duas coisas que odeio, uma que amo
Opinãozudo que sou, nunca consigo ficar quieto quando o assunto é música, bandas e etc. Com as facilidades da internet e cia. ilimitada, o número de bandas ótimas e péssimas nunca esteve tão alto.
Odeio:
- O Rappa - CHEGA de bandas semiengajadas com letras pseudopolíticas e melodias repetidas e pouco criativas.
- Skank - G-zus, tem como ficar mais chato, mal-vestido e nhenhenhém?
Adoro:
- Bonde do rolê - o funk levado às últimas consequências, com muita crítica, mas sem se esquecer da diversão. Remixes ótimos e pessoal amigo. Amo.
1 de julho de 2009
La Roux é luxo
De quando em vez, eu gosto tanto, mas tanto, de um certo artista ou música que fico quase obcecado melodiosamente com a figura (daí meu constante medo de enlouquecer se eu começar a levar a música a sério, tipo profissionalmente).A loucurinha boa da vez é a maraviluxa La Roux (o x é mudo, faz favor). Da primeira vez que escutei Quicksand, quase tive uma epifania da beleza musical. Eis que, dois singles depois, ela consegue ainda me deixar boquiaberto com a qualidade musical de suas cançãs.
Bonita e esquisitinha adroginamente, La Roux fez um disco óptimo com arranjos mega anos 80 repaginados, reorquestrados e coroados pela voz gata demais da menina inglesa.
O melhor fruto da safra de novas cantoras inglesas de atchitudje, a ruivita se tornou a rainha do meu I-pod. Para se jogar.
26 de junho de 2009
Karma
Jesus Pinto da Luz! Estou abismado com o número de denúncias e a sordidez como nossos governantes eleitos estão agindo frente à revelação de todos os escândalos.
Será que o país está caminhando para uma nova onda de protestos e manifestações, tal qual aquela que enxotou o ultracorrupto Fernando Collor no início dos anos 90? Tomara que sim.

Fora Collor, fora Sarney, fora corrupção
As circunstâncias são bem similares: herdeiros de oligarquias podres, corrompidas e exploratórias, tanto Sarney quanto Collor chegaram ao poder por meio de esquemas e parcerias imundas. Ambos foram (e ainda são, pois ainda atuam) levianos o bastante para crer que seu ego gigantesco os encobriria e encobriria o mar de lama e de corrupção que sustentam seu pré-sal no governo. Cada vez menos isso não é o que ocorre.
Que tal um minimanifesto? Ei-lo:
- Que os brasileiros entendam que o assalto que sofri abaixo está diretamente ligado às nossas escolhas corruptas e a nossa condescendência com a corrupção no nosso dia a dia.
- Que os brasileiros entendam que a miséria diária está relacionada com figuras como as do Senado.
- Que os brasileiros entendam que o Brasil é um país rico e que tem tudo para o desenvolvimento pleno, bastando extirpar figuras como as do Senado da vida pública.
Em BH, quem quiser mostrar a voz e se juntar a outros na sua indignação, pode ir à Praça da Assembleia (oficialmente Praça Carlos Chagas, no Santo Agostinho), no sábado 27 de junho, às 16h para protestar.
Luxo é... se livrar de corruptos sanguessugas e não aceitar a corrupção.
21 de junho de 2009
De feia à linda (espero)
Não é que ontem tive o primeiro gostinho daquilo que causa o pavor das classes média e rica brasileiras? Fui assaltado!
Foi assim: bêbado e me divertindo muito, acabei perdendo uma carona (meu principal meio de transporte, agora que me desfiz do carro) por querer aproveitar mais. Louco na balada, achei que era tranquilo ir a pé para casa, no mesmo caminho que faço todo dia. Ledo engano.
Levaram 5 (!) reais e meu celular, o que cortou meu coração. Acabei perdendo minhas fofas mensagens e umas fotinhas-emoção que tinha...
Mas, como acredito no processo sociologicamente comprovado de feiurização-lindadização, conto-vos aqui o pior da história.
Eram dois malfeitores: um cara grandão, estilo marginal, armado com um pedação de vidro, e um assaltante-mirim, que era o mais enfezado! Enquanto o grande fazia aquele discurso do "passa tudo, senão te corto ocê", o deliquentezinho ficava mexendo nos meus bolsos e me mordendo! E, quando não, num é que ele acerta minha boca? Pestinha! O álcool não me deixou sentir nada na hora, mas meus lábios estão bem inchados.
Resultado: tô com boca de Angelina Jolie.
PS: Alô, alô, Polícia! Polícia pode vir?
17 de junho de 2009
Diamantes, sucata e açúcar
Meu respeito e admiração por artistas que se esforçam ao máximo e dão tudo por suas obras não tem fim. Quanto mais trabalho, conceito e boas ideias uma obra de arte tem, mais ela me fascina.
Após uma luxuosa, amicalesca e fofa viagem a São Paulo, volto ainda mais fã e baba-ovo do trabalho do talentosíssimo e ultraperspicaz Vik Muniz.
Para quem não conhece, Vik compõe retratos ou reproduções de obras famosas a partir de diversos tipos de material, do micro ao macro, numa espécie de mosaico de formas, luz e sombra, criando assim uma nova imagem, que ele fotografa e geralmente desfaz logo em seguida.
A escolha do material em questão é em si um trabalho e tem uma relação com a imagem que ele vai ajudar a criar. De diamantes à sucata e ao chocolate, cada opção de composição de Vik Muniz é baseada na relação que aquilo tem com a mensagem a ser passada.
Uma das séries expostas que mais me tocou foi a das Sugar Children, retratos de crianças caribenhas cujo futuro será provavelmente o trabalho árduo e extenuante em plantações de cana de açúcar, todos feitos a partir de grãos de açúcar.
A exposição, que está no MASP, é de encher os olhos e aguçar retinas cansadas.
Um pequeno detalhe: brasileiro radicado em Nova York, Vik, quando retrata coisas relacionadas à realidade brasileira, só usa lixo. Por que será?
28 de maio de 2009
Túnel do tempo - túnel do pânico
Arrumando as coisas para a mudança, eis que me deparo com antigas agendas e materiais escolares. Dentre eles, muito bem escondidinhos, estavam meus diários de adolescente. Geralmente eu não gosto de lê-los, acho que o pânico predomina na maioria. Hoje, no entanto, resolvi dar uma passada de olhos nos meus relatos de quando tinha 14 anos.

O enredo do primeiro semestre daquele ano gira principalmente em torno do meu primeiro amor gay (soltem os suspiros), um professor de inglês - ironia do destino? - mais velho que, obviamente, não me correspondia. Li e alembrei-me das estripulias que fazia para poder vê-lo, nem que fosse por breves momentos. Oh, como o coração adolescente é sôfrego!
solidão, loucurinha e amor no cerrado
Foi interessante ver como as raízes do presente já estavam lá, mas muito pouco arejadas. Saltaram-me aos olhos os medos e conflititos adolescentes, que atualmente percebo claramente quando tenho contato com a galera teen. Nesse aspecto, era um adolescente bem como os outros, apenas com leves pitadas de acidez e loucurinhas.
22 de maio de 2009
Um passo para frente, outro para trás
Que bom é ter pessoas ao seu lado que não te entendem em tudo.
Apesar de ser uma dádiva poder ter amigos que compartilhem delícias e dificuldades com muita compreensão, alguém que não concorde com todas as suas opiniões também gera bastantes crescimentos biopsicoespirituais, não é? Quando passa a briga e vem a maturidade, eis que.
E para não dizer que sou todo maduro e pronto, manifesto aqui a minha preguiça quanto a pessoas com as quais já se dividiu o leito e outras coisas mais e que, com certo descaso, resolvem reencarnar alguma figura da dinastia ptolomaica quando nos encontram. Palavra du jour: sono.

síndrome de BH
Luxo é... não fazer carão
16 de maio de 2009
Ouro velho
Hoje pude me lembrar de como é ficar de ressaca: nada legal.
O pior é se sentir assim sem nem ter aproveitado tanto a festa que nos proporcionou todo o álcool. Acho que estou me referindo à boa e velha ressaca moral.
No meu caso, não foi porque fiz algo de que me arrependesse no famigerado dia seguinte, mas sim porque o cansaço me derrubou e não me deixou "se jogar" na diversã.
Resolução para o futuro próximo: tornar-me milionário, investir em ouro e viver de rendas, sem NUNCA ter que acordar cedo. Que preguiça disso.
O pior é se sentir assim sem nem ter aproveitado tanto a festa que nos proporcionou todo o álcool. Acho que estou me referindo à boa e velha ressaca moral.
No meu caso, não foi porque fiz algo de que me arrependesse no famigerado dia seguinte, mas sim porque o cansaço me derrubou e não me deixou "se jogar" na diversã.
Resolução para o futuro próximo: tornar-me milionário, investir em ouro e viver de rendas, sem NUNCA ter que acordar cedo. Que preguiça disso.
4 de maio de 2009
Música antidesânimo
Em 2009, após minha volta às delícias tupiniquins, me fiz uma promessa de não me deixar levar pela inércia de não mudar nada. Eu bem sei que, tal como ditam as leis da física, um corpo em repouso tende a permanecer parado. Até que se dê o primeiro passo.
Como penso e logo existo, dei vários primeiros passos em diversas direções que convergirão na minha alegria futura. Eis então que, em pleno maio, me vejo estático em quase todos os projetos. Que nhóóóóóóódio!!
Percebo agora que às vezes as circunstâncias externas se me impõem (e a todos) de maneira muitíssimo desanimadora. Squish!
Mas não hei de me deixar abater. Sou um otimista no íntimo e tenho um segredo para essas horas: a boa e velha música.
Compartilho então um saite que vem me dando muito prazer e ânimo indiemente falando: La Blogothèque.
Por uma vida menos prosaica e prozáquica!
Como penso e logo existo, dei vários primeiros passos em diversas direções que convergirão na minha alegria futura. Eis então que, em pleno maio, me vejo estático em quase todos os projetos. Que nhóóóóóóódio!!
Percebo agora que às vezes as circunstâncias externas se me impõem (e a todos) de maneira muitíssimo desanimadora. Squish!
Mas não hei de me deixar abater. Sou um otimista no íntimo e tenho um segredo para essas horas: a boa e velha música.
Compartilho então um saite que vem me dando muito prazer e ânimo indiemente falando: La Blogothèque.
Por uma vida menos prosaica e prozáquica!
Assinar:
Postagens (Atom)
