Mostrando postagens com marcador nerdismos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nerdismos. Mostrar todas as postagens

22 de fevereiro de 2010

Abecedário

Num momento totalmente aleatório e pró-atoísmo, fiquei viajando nos alfabetos das línguas. Não é fofo que os idiomas acrescentem letras ao já cansado alfabeto latino?

Compartilho com vocês minha falta do que fazer na lista das letras que mais me aprazem dos idiomas que conheço:

ç - não é por nada não, mas o cê-cedilha não é uma graça?

æ - uma letra muito estética.

å - existe algo mais fofo que o 'a' com bolinha? Escandinávico.

ã - o til enfofa qualquer vogal.

ð - redondinha e gostosa adição do islandês.

ż - tenho uma boa queda pelo zê com bolinha, do polonês.

ü - sou só eu ou o trema suuuper combina com o u?

Apesar de não ser latino, quem não se sente atraído pelo ש, do hebraico?

Pronto, agora vocês já sabem o que eu fico fazendo quando estou com MUITO tempo livre.

26 de janeiro de 2010

Poliglotando

Pessoas que me conhecem um pouco melhor, ou que conhecem meus amigos, sempre me perguntam como eu faço para aprender e "falar tantas línguas estrangeiras". Antes de mais nada, registro aqui que de uma vez por todas que falo, do mais para o menos proficiente: português, inglês, francês, norueguês, espanhol e alemão. Entendo bem sueco e bastante dinamarquês, além de arranhar um islandês e me virar no hebraico.

"Como você faz isso?"

Primeiramente, eu adoro línguas. Adoro aprendê-las e adoro aprender sobre elas também. Talvez meu interesse tenha me levado a desenvolver um talento, mas o máximo que eu mesmo identifico dessa possível habilidade especial é a capacidade que eu tenho de analisar rapidamente os componentes estruturais de um idioma qualquer, ainda que eu não o fale.

Então, como estudioso, aqui vão algumas estratégias universais que parecem sempre funcionar no aprendizado de outra língua:

  • Pense sobre a língua. Como as ideias se conectam naquele idioma? As coisas são ditas na mesma ordem? Quando é que uma palavra, verbo, frase muda?
  • Ouça músicas no idioma. O nosso cérebro parece amar melodias e armazena melhor cousas com ritmo do que sem.
  • Assista programas (legendados ou não) na língua. Preste atenção nos sons, construção de frases e em gírias. Dá para pegar muita coisa.
  • Leia livros infantis/cheios de ilustração. Observe as figuras e veja as palavras; quais delas se repetem e de que forma; daí você tem algumas pistas sobre a estrutura delas.
  • Converse com crianças falantes nativas. Os pequenos falam uma versão menos complexa daquilo que você quer aprender, e corrigem os adultos sem medo.
Como já mencionado antes, minha nova obsessão linguística são as línguas bantas, das quais adoraria aprender pelo menos uma.

Mas, cada cousa na sua vez.

4 de janeiro de 2010

The diviner of the road

Adoro quando as maravilhas da curiosidade linguística me levam a outras áreas que me encantam, mormente a música.

E não é que, para a alegria dos meus ouvidos, estou levemente obcecado com a finada cantora sul-africana fofoluxa e polilíngue, Miriam Makeba?


Ela tem tudo para merecer o meu amor: voz ótima, letras luxas, posicionamento político (ela foi uma feroz crítica ao apartheid na África do Sul e por isso foi exilada por 30 anos, só retornando ao país natal a convite de Mandela) e diversas odes às correspondências musicais intercontinentais.

A título de curiosidade e exemplificação admirativa, Miriam cantou em xhosa, zulu, inglês, português brasileiro e francês, dentre outras.

Para quem se lembra, aquela cantora Daúde, um dos grandes jabás dos anos 90, gravou e cantou uma música famosa de Miriam, Pata Pata.

É por essas e por outras que meu assunto de predileção nérdica do momento é TUDO relacionado à África do Sul e África banta em geral.

Quem quiser me testar, é só me pôr para cantar Qongqothwane para ver, tsá?