Mostrando postagens com marcador africanismos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador africanismos. Mostrar todas as postagens

25 de fevereiro de 2010

Minha voz

Há quem diga que a tecnologia vai matar o cinema. Não creio.

Organizar mostras e festivais é uma boa maneira de atrair os espectadores para as salas de cinema, em especial aquelas ditas de arte (leia-se, que não passam filmes hollywoodianos). Mostras são geralmente focadas num tema, reunindo num só local o interesse de várias pessoas que têm a regalia de poder assistir a uma boa seleção de filmes previamente escolhida.

Eis que me dirijo então ao Espaço 104, um centro de cultura por hora ilegal, mas que tem propostas ótimas e exposições incríveis (além de um bar/café bem bom), para ver uma mostra de cinema africano. Como ainda estou obcecado por tudo africano sub-saariano, lá fui eu com as maiores expectativas ver um filme de Cabo Verde.


Um lixo. Nha Fala tinha uma sinopse incrível, mas na verdade se trata de um musical à la Trapalhões (mas sem intenção), misturado com o pior da cultura decadente francesa.

Ok, é legal mostrar coisas diferentes às pessoas, mas há que existir critérios. Não é só porque o filme é longe que ele merece atenção.

Já é hora dos produtores e curadores mineiros e nacionais, no geral, descobrirem que a qualidade deve falar mais alto que a curiosidade nas mostras e exposições.

Não é à toa que os espaços de cultura vivem tão às moscas.

4 de janeiro de 2010

The diviner of the road

Adoro quando as maravilhas da curiosidade linguística me levam a outras áreas que me encantam, mormente a música.

E não é que, para a alegria dos meus ouvidos, estou levemente obcecado com a finada cantora sul-africana fofoluxa e polilíngue, Miriam Makeba?


Ela tem tudo para merecer o meu amor: voz ótima, letras luxas, posicionamento político (ela foi uma feroz crítica ao apartheid na África do Sul e por isso foi exilada por 30 anos, só retornando ao país natal a convite de Mandela) e diversas odes às correspondências musicais intercontinentais.

A título de curiosidade e exemplificação admirativa, Miriam cantou em xhosa, zulu, inglês, português brasileiro e francês, dentre outras.

Para quem se lembra, aquela cantora Daúde, um dos grandes jabás dos anos 90, gravou e cantou uma música famosa de Miriam, Pata Pata.

É por essas e por outras que meu assunto de predileção nérdica do momento é TUDO relacionado à África do Sul e África banta em geral.

Quem quiser me testar, é só me pôr para cantar Qongqothwane para ver, tsá?