9 de novembro de 2009

Brazil's Next Top Chatos - Especial Semana moda

Como fã primordial da transcendental série televisiva America's Next Top Model, não posso me conter ante às mazelas producionais e trejeitos wannabezísticos que a versão tunipiquim do programa nos apresenta.

Para ser conciso, aqui vai uma lista de sugestões para o pessoal da produçã. Faz-se necessário:

  • descolar uma apresentadora simpática/carismática e que tenha realmente sido importante no mundo modístico (quem se lembra da fofa Shirley Mallmann, a primeiríssima da safra luxa gaúcha que arrasou nas passarelas do sistema solar?);
  • haver mais críticas positivas e menos xoxação por parte do júri;
  • dar dicas mais diretas a respeito da moda Feira Shop de quinta que as candidatas usam;
  • enviar um memorando PROIBINDO o Pazetto de continuar usando óculos escuros em ambientes fechados / à noite. Por acaso estamos numa rave de 1996 e ninguém me avisou?
  • postar um email elegante avisando à Fernanda Motta que ela é uma chata, né?

Se eu fosse a verdadeiramente divertida e fofoluxa Ms Tyra, chamaria Fernanda na berlinda e diria:


Only the best can continue in the hopes of becoming Brazil's Next Top Nice Tv Host. You must go home, pack your bags and eat a lot of sugar, you bitter bitch!


Shirleeeeeey, where are you?

S. Mallmann, a verdadeira Brazil's First Top Model

Ficam aí as dicas, Brasil!

8 de novembro de 2009

Pr'um up no look - Especial Semana moda

Sem medo de parecer ingrato, venho aqui utilizar meus superpoderes críticos para reportar que de tempos em tempos a Moda me decepciona.

Quem se lembra da péssima ideia que foi reeditar as calças, bermudas e etc. Santropescoço? Não havia criatura que ficasse mais bonita usando aquilo, e olha que muita gente fina e rykah até tentou.

A nova decepção é do mundo do espectro das cores. Quem inventou (e copiou ad nauseam) que o tal nude - nosso bom e velho e apagado bege - é bonito, está precisando de fazer um exame COMPLETO para daltonismo.


As phamosas tentaram


As morenas tentaram


E TODAS ficaram bem pouco mais bonitas. Chamem-me de conservador, mas para mim, a roupa e a escolha das cores (e da modelagem, corte, caimento) têm que fazer a pessoa ficar mais gata, realçar algo que ela já tem ou inventar uma cousa que ela desesperadamente precisa.

Não há tom de pele, tipo de corpo ou falta de óculos que façam o bege, digo, nude, dar um up no look de alguém.

5 de novembro de 2009

Rimbaud arrasa

Nada como o prazer estético para acalmar e descansar retinas e cérebros fatigados.

Ainda surfando na minha onda pseudoliterário, eis que dei de cara com um texto bastante elogioso a respeito de Arthur Rimbaud, um dos únicos poetas que eu realmente gosto.

Talentosíssimo, homófilo, e hebéfilo, ele arrasava as noites de Paris e nas descrições mancebísticas. Do vulgar ao luxuoso, ele soube bem interpretar meus sentimentos a respeito da exaustão:


No Cabaré-Verde
às cinco horas da tarde

Oito dias a pé, as botinas rasgadas
Nas pedras do caminho: em Charleroi arrio.
- No Cabaré-Verde: pedi umas torradas
Na manteiga e presunto, embora meio frio.

Reconfortado, estendo as pernas sob a mesa
Verde e me ponho a olhar os ingênuos motivos
De uma tapeçaria. - E, adorável surpresa,
Quando a moça de peito enorme e de olhos vivos

- Essa, não há de ser um beijo que a amedronte! -
Sorridente me trás as torradas e um monte
De presunto bem morno, em prato colorido;

Um presunto rosado e branco, a que perfuma
Um dente de alho, e um chope enorme, cuja espuma
Um raio vem doirar do sol amortecido.

4 de novembro de 2009

Poesia concretista

CansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaço
CansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaço
CansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaçoCansaço,

força!


3 de novembro de 2009

Constatação

O feriado foi a melhor coisa que me aconteceu em semanas. Não que eu tenha feito algo de extraordinário, batstante pelo contrário, mas foi muito do ótimo.

A combinação do repouso mais desencargo de consciência pela realização de trabalhos postergados é um luxo que não é todo dia que tenho.

Adonai também me deu mais juízo para eu me organizar e fazer aquilo que devo... Que eu continue assim!

Beijos, se liga!

30 de outubro de 2009

AuCl3 pra enriquecer a alma

É chegado o fim de semana (quase) e o momento é de celebração. Ao invés de ficar doente e desmaiar, como na semana passada, minha intenção é diversão.

Como uma deliciosa prévia de tais gostosuras mentais e reais, eis aqui o clipe de uma das bandas que mais tem-me agradado os ouvidos: os americanos do Solid Gold


Aproveitemos o tempo livre, minha gente!

27 de outubro de 2009

Hoje

Representação pictórica de como me senti hoje de manhã, ao acordar bem cedo para logo depois ser destratado por um motorista de táxi nada profissional:




Tipo meu mundo e nada mais.

26 de outubro de 2009

Sobre ansiedade

Isto eu escrevi já faz uns dias:


I.

Ansiedade é um cavalo bravo

confinado na caixa torácica

dando coices na parede da alma

II.

Angústia é um galo que canta

pula, se mexe, e espanta

o sono na madrugada

III.

Ansiedade é o colibri voando

entre o estômago, o peito e a fala

Bicando, zunindo e sugando

a calma da minha morada

IV.

Angústia que vai e que volta

Taquicardia, suor e insônia

Reflexão, pensamentos, frações

Um dia ela ainda me mata

23 de outubro de 2009

Aspirina musical

Não é que eu descobri que aquela preguiça gostosa de ontem não foi motivada pela chuva, mas sim por uma gripe que se aprochega? Uó.

Remédios e repousos depois, venho por meio deste declarar meu amorsh por mais uma deliciosa novidade da cena musical índia-eletrônica, os fofos The xx:



Com carinhas de adolescente (destaque para o baixista/vocalista Oliver Sim, meu novo namorado onírico) e cançãs fofamente gostosinhas, eles estão me ajudando a curar a dor de cabeça. Essa música, Basic Space, não é de acalmar cérebros?

Se joguemos.

22 de outubro de 2009

Pra fazer hoje

São Peter está adorando nos enviar chuvas beeeeem caprichadas, não é mesmo? Tirando os problemas urbanísticos pela notória falta de competência e planejamento estrutural, eu bem adoro essas chuvinhas. Aquele calor de ontem estava tirando a dignidade do cidadão!

Pois então, levando em conta meu amorsh pela chuvinha agradável, eis aqui uma listinha inspiradora de cousas gostosas a fazer nesse clima:

  1. ler jornal/livro bicando um café;
  2. acessar sites estapafurdicamente maravilhosos;
  3. tomar um longo banho aromático;
  4. ouvir aquele disco que a gente não escuta há anos;
  5. se jogar no sono.

Como Adonai me deu a graça da manhã livre, vou fazer as cinco!

Beijo, me liga e deixa recado!

19 de outubro de 2009

Oui, je regrette

É impressionante como o domingo afeta meus humores. Quase não passa um em que eu não me sinta meio para baixo...

Ontem não foi diferente, e passei as últimas horas do dia em viagens mentais pouco legais. Um sentimento recorrente se me impôs ontem: o arrependimento. Talvez o fato de eu ser tão decidido e opiniãozudo não o deixe transparecer sempre, mas há vários dias que me sinto o oposto da célebre cançã de Edith Piaf, e me arrependo de tudo.

É um pensamento pouco positivo, diria até um pouco fracassado. Como hoje não estou tão afetado por ele, pensei que ouvir a sua antítese na voz de Piaf pudesse me dar forças. Ei-la:

16 de outubro de 2009

Agora, e já chega.

Numa esperteza-burra, ontem apaguei meu post sobre a cançã do Antony que está me encantando.

Tenho pensado nela com muita frequência e, na minha análise, ela fala sobre dores do amor e do corpo e alma. Metafísica, não? Aqui vai a parte de Epilepsy is Dancing que mais me toca:

Cut me in quadants
Leave me in the corner
Cut me in quadants
Leave me in the corner

Ooh now it's passing
Ooh now I'm dancing
Ooh now it's passing
Ooh now I'm dancing

Mas juro que antes entendia "ooh now and that's it", tipo sofro e tals, mas tem hora que chega. Assaz perspicaz.

E para uma inspiração visual, eis que:


Só que o Antony deveria ter pensado melhor na fantasia, né? Qualquer semelhança com Momo terá sido mera coincidência.

15 de outubro de 2009

Me ajuda, Adele?

Hoje já acordei pensando em Adele, a mais fofa do neo-jazz.

A seguinte cançã ficou martelando em minha cabeça; um hino à teimosia e ao recolhimento-luxo:



You said I'm stubborn
And I never give in
I think you're stubborn
'Cept you're always softening
You say I'm selfish
I agree with you on that
I think you're giving out
In way too much in fact


You like to be so close

I like to be alone


Ando descobrindo que sou teimoso em níveis e estratos nunca dantes pensados. Eita dificuldade de aprender, né mesmo?


12 de outubro de 2009

Por uma vida menos pragmática

Na eterna luta entre a procrastinação e a atividade, em minha vida, creio que a primeira acaba sempre vencendo.

Quando analiso as situações em que procrastino (também conhecido como ter preguiça), frequentemente percebo que escolho algo de interesse criativo bem nos momentos em que deveria estar fazendo algo mais pragmático.

Meu dia teria que ter mais horas para poder caber o tanto de tempo que eu necessito para ter inspiração, descansar e fazer aquilo que deve ser feito. Estranhamente, nunca conto as atividades pró-criação (escrever, música, leitura, estudos nérdicos) no campo dos deveres.


ATP

Já há algum tempo percebi que essas atividades são meu combustível para as outras. Se eu vivesse só para essas, acho que eu morreria aos poucos de tédio e falta de estímulo mental.

Que Adonai e as artes me protejam.

11 de outubro de 2009

Relações amicais

É uma imensa pena que o machismo impeça que homens gays e héteros sejam amigos. Mesmo quando algum rapaz hétero tenha sido abençoado com uma criação livre de ódios e preconcepções contra o viadismo, é muito raro que exista a cabeça aberta para aprofundar essa relação.

As pessoas são levadas a acreditar que os gays e os héteros vivem em mundos tão diferentes que são incompatíveis. Pouco verdadeiro. Ainda que em sociedades altamente fragmentadas por noções machistas haja a criação de submundos muito diferentes, com boa vontade tudo dá.

Tenho alguns amigos héteros (apesar de serem menos do que eu gostaria) e adoro todos eles. A convivência é ótima e surpreendentemente fácil. Fazer os mesmos programas também - que, por Jesus, não equivalem a assistir futebol juntos ou levá-los para a boate bater cabelão. É óbvio que existem assuntos e campos de diversão que não se restringem a quem pega quem.


Let's hang out together


Vamos ser amigos?