19 de abril de 2009
O retorno da Fênix pH 1
Estou superchoquê com os motoristas belorizontinos. Antes de passar minha temporada em Paris, já vinha achando o trânsito um cocô velho (e confesso que me deixei muitas vezes me influenciar negativamente por ele, transformando-me inclusive num verdadeiro Senhor Volante), mas agora consegue ser PEOR! Diós!
Não só o número de carros continua absurdo, como também o nível de selvageria e falta de educação vem atingindo níveis troposféricos. Gente, isso aqui é o Rio agora?
Os sinais vermelhos parece que não existem mais; os motoristas cada vez mais agressivos e fazendo barbeiragens; os motoqueiros verdadeiros homens das cavernas enlouquecidos e emburrecidos... Jesus Pinto da Luz!
BHTrans, hello! Onde estão as multas obscenas e a patrulha ostensiva? Manda ver, muohohoho!
Eu, que geralmente sou pacífico, quando vejo ou sofro um abuso no trânsito, quase lanço mão de meus poderes X-men para destruir os carros e motoristas obliterando-os tal qual fez a Fênix.
Ops, esqueci. Em 2009, só pensamentos positivos.
Caso quiserem falar comigo, estou no meu jardim zen.
12 de abril de 2009
Combinação kasher
Desde que era niño, sempre convivi com judeus. Eles estavam presentes em minhas salas, no meu trabalho, nas minhas paqueras e também em meus círculos de amizade. Convivendo com eles e ouvindo seus relatos sobre os medos e receios de todo israelita, logo percebi que há entre gays e judeus muito mais coisas em comum do que sonha a vã Cabala.Eis então uma lista das similaridades entre ser homossexual e judeu, mas saibam que há mais.
Judeus e gays:
- são e sempre serão uma minoria;
- foram e ainda são perseguidos;
- estão sempre preocupados em serem aceitos;
- quase sempre não conseguem deixar pra trás o fato de serem gays e/ou judeus;
- conversam muito sobre serem homo e/ou hebreus e gostam do assunto;
- sempre sabem (ou dizem saber) quem pertence e quem não é da sua categoria;
- geralmente têm um nível cultural mais alto do que o resto;
- namoram quase que exclusivamente pessoas do seu grupo;
- adoram festas e celebrações &
- simplesmente são o que são.
Uma das coisas que mais me agrada nos dois grupos é que, por serem tão comumente alvo de preconceitos, ideias burras e ignorância, ambos estão sempre alerta para a ameaça da incompreensão e estupidez do(s) preconceito(s).
Já disse um judeu muito famoso: "ama os outros como a ti mesmo".
Feliz Páscoa! Feliz Pessach! Lembrem-se da silhueta!
7 de abril de 2009
N & N
Descobriu-se que a esposa estava grávida. Avós em euforia. Segue a História; passa o tempo.
Nasceram os meninos, Nevisson e Nutrysson. Nomeou-se o primeiro em homenagem ao Ribeirão, o segundo, à barrinha de cereal.
E assim o mau-gosto propagou-se como se propagam os gens e a genética.
FIM
3 de abril de 2009
Desbabando ovos e œfs
Continuo amando muito tudo isso.
Ontem fui a uma reunião amical com pessoas tão divertidas e num clima tão ameno e goxxtosinho que não pude deixar de perceber mais uma vez como a vida aqui nas terras tupiniquins pode ser agradável.
E, para completar o deleite, ouvi mais um relato de como os europeus podem ser chatos, inconvenientes e mal-humorados xenofobicamente. Eu amo uma crítica, mas detesto reclamação. Um verdadeiro paradoxo, não é mesmo?
E venho por meio deste lançar a campanha: É ok não amar Paris!
Gente de Deus, se for contar quantas vezes escuto: "e Paris, foi tuuuuuudo?" ou "lá é ma-ra-vi-lho-so, né?" ou ainda "você adorou cada segundo?"
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAirsh!!
Vamos babar menos o ovo, né gente?
15 de março de 2009
Tarde no verão
Eu sempre adoro bastante a tarde, acho um período muito goshtoso do dia, cheio de esperanças de uma noite divertida ou de uma alegria surpresa.
Como faz tempo que não faço uma lista, suspendo a crítica e assino as seguintes sugestões para suspiros e sorrisos antes da segunda:
1. Um almoço gostoso (com caipirinha), de preferência ao ar livre.
2. Drinks à beira da piscina com amigos divertidos.
3. Um passeio numa praça/parque/museu arborizado(a).
4. Tomar um sorvete geladinho.
5. Ficar em casa e curar a ressaca com sexo.

Insira sua vida aqui
E, antes de reclamarmos que não tem nada pra fazer na cidade (CHEGA de só querer aproveitar o verão na praia Minha Gente!), vamos nos jogar nos parques, praças, zoológicos e mansões de amigos com vista pras montanhas.
Luxo é... saber e poder arrasar no calor!
10 de março de 2009
It's Great to Mutate
Antes de mais nada, para mudar é precisar querer muito, e lutar contra a força da inércia contida no dia a dia. É óbvio que é muito mais fácil só continuar com as nossas vidinhas; um dia chama o outro que chama o fim de semana que chama a rotina.Amém.
4 de março de 2009
Volver
Viva o sal
Viva o suor
Viva o calor
Viva a casa
Viva as amica
Viva os amigos
Viva a VOLTA!
E... parabéns pra mim!!
2 de março de 2009
Cai a Bastilha - e a ficha
Hoje de manhã saí para dar uma volta e resolver umas últimas pendências e pude dar uma última olhada nos lugares que mais gosto. Não senti nostalgia nem muito sofrimento. Um único pensamento antibrasílico me passou pela cabeça: a falta de estímulo e encorajamento que existem lá.
Na Europa há sempre uma aura sexy no ar te dizendo que você pode realizar algo, é só fazer. Em nossas amadas terras tupiniquins, as pessoas meio que te dizem que não vai dar certo, que é muito difícil, etc. A vida lá é difícil sim, mas temos a nossa alegria minha gente!
Volto com alegria e satisfação e cheio das mensagens edificantes e positivas! Vamos ver quanto tempo dura...
Engraçado, no dia que eu cheguei fazia um friozinho, mas estava tudo lindo. Hoje amanheceu ensolarado, claro e levemente frio... Fecha-se o ciclo?
Meu táxi chegou.
20 de fevereiro de 2009
Carnaval tá aí - literalmente
Evidentemente, na França não há carnaval ou nada similar. No meio do inverno, o que a galera está mais querendo é mesmo um alívio do frio. Num é que Oxalá nos concedeu tal graça ontem e hoje? Um solzinho gostoso seguido de um dia sem chuva e com temperaturas agradáveis.
Aproveitei esse axé e fui estudar no fim da tarde na Biblioteca do Centro Georges Pompidou. Essa idéia pouco sâmbica me veio depois de passar a manhã escutando abobrinhas e loucuronas de uma certa imigrante louca... Senti que meu cérebro necessitava de uma recarga, digamos, um pouco mais intelectual! Arrasei estudando lá nesse recanto delicioso do silêncio, saber e desaine.
Depois dessa recarga, senti que já era a hora para algo levemente menos sério, porém de igual importância: a nova exposição do David Lachapelle que tá rolando por aqui.

Teoricamente uma retrospectiva, a exposição mostra uma série de trabalhos da bicha, que anda investindo muito na anciã relação e polêmica de religião x sexo (zzzzzz...). Entretando, ainda nessa onda bíblica, umas fotas fazendo alusão ao apocalipse bem que estavam interessantes, especialmente aquelas que revelam catedrais e museus todos cheios de água, tipo destruídos por uma inundação. Ainda assim, acho que já está um pouco na hora de mudar de tática, não é mesmo?
Tenho pensado muito na dificuldade que existe nos dias de hoje em se fazer algo inovador. É tanta produção, tanta troca e circulação de informação que creio que as novidades ou acabaram ou estão para vir com a volta de D. Manuel, el salvador.
Por falar em Salvador, deixo registrado para as futuras gerações que este meu carnaval será passado regado a champanhe (do supermercado) e queijos, pois é só isso que posso pagar.Estou pobre sim, mas mantenho o luxo.
17 de fevereiro de 2009
Back to Paris ou Lar doce lar
Paris como quero me lembrar (pic by me)
O bom foi que dessa vez nem me deu preguiça de voltar pra cá. Casa da gente é casa, ainda que seja no exterior, não é mesmo? Eu nunca mais duvido da sabedoria dos Antigos.
Delícia chegar em casa, fazer o seu café na sua cafeteira de pistão, ficar mulambo e alegre, usar seus productos de beleza sem ter medo de ser barrado pelo volume do conteúdo.
Luxo é... arrasar em casa!
11 de fevereiro de 2009
Tragédia na epopeia europeia
Depois de descobrir que estou mais gordo, mais uma tragédia se me impôs nos últimos tempos: tive a mui desagradável surpresa de descobrir que também estou sem um tostão furadito! Adeus glamour, adeus moda, adeus comida boa... Oh! Mil vezes oh!
Uma tal situação se produziu pela nefasta combinação de gastos pouco regrados com mal-entendidos inquilinísticos, culminando na minha candidatura a prostituto de luxo no já famoso Bois de Boulogne. Estou depositando toda a minha esperança nas minhas amigas travas brasileiras tipo exportação, as quais, estou seguríssimo, hão de me acudir!
Ainda não refleti sobre qual lição tirar desta experiência, mas tenho esperança que será algo muito valioso! Vou prestar mais atenção nos meus sonhos para ver se a resposta iluminada me aperecerá como revelação.
Nesse meio tempo, vocês sabem onde me encontrar.
6 de fevereiro de 2009
Rapidito
PS: Engordei uns 2 quilos.
PPS: A moda deixa a gente pobre.
Conclusão: de que adianta comprar roupa quando se é gordo demais para caber nela?
16 de janeiro de 2009
Ai Jizuis! Quão portugueses somos!!
Contrariando os gritos enlouquecidos de multidões que bradam "somos todos palestinos", venho eu constatar em mais um vislumbre sociológico que a verdadeira nacionalidade na base da psiquê brasileira é mesmo purtuguesa, ai! Em mais uma pesquisa de campo (leia-se passagem a 10 euros pela Ryhannair), vim examinar se somos mesmo uma mescla goxxtosa de africanos, ameríndios e europeus ou se é tudo um grande pastel de nata.
"Isso é óbvio", diriam os sabichões portugo-decendentes, mas aquilo que está bem na nossa frente é muitas vezes o que menos enxergamos. Que tal uma boa e velha lista de semelhanças que cimentam a portuguesice em todos nós sem no-lo darmos conta para convencer os lusofóbicos? Ei-la:
No Brasil e em Portugal usa-se, faz-se, gosta-se de:
1. Paralelepípedos como calçamento. Não sei quem teve a ideia pouco esperta de achar que essas pedrinhas, que devem ser colocadas uma a uma e que escorregam, soltam fácil e exigem constante manutenção, são boas para pavimentar a calçada. Bem, foi algum português, porque aqui TODA calçada é assim!
2. Praças gigantes sem nenhuma árvore. Vocês já raparam na cidade da sua vó como essas praças abundam? Um grande espaço só com alguns bancos e a sempre constante estátua/fonte no meio. Poderia haver um melhor aproveitamento de um espaço em comum em lugares tão quentes como Brasil e Portugal? Sim.
3. Muita fritura e azeite. Quem achou que salgadinho e fazer TUDO com muita fritura e óleo/azeite era coisa de Dona Benta e afins, bem se enganou! Tive a deliciosa e gorda oportunidade de ver que em Portugal se come muita coxinha, pastelzinho, bolinho e etc mergulhados na panelona...
4. Espontaneidade aparentemente ríspida. Hoje fui parado por uma típica doninha portuguesa que queria saber as horas. Quando lhe disse o que eu achava que fosse (pois estava sem relógio), ela me disse na lata: "não pode ser, mas muito obrigado". Adorei! Chamou-me de mentiroso e ainda agradece!
5. Falta de planejamento urbano/Descaso com o espaço público. Não canso de repetir, Portugal nada mais é que uma mistura louca de Salvador com Ouro Preto e Tiradentes (notem a inversão ideológica proposital). Vai gostar de construir em morro, pirambeira e penhasco! Todo o trabalho de construção para depois deixar caindo aos pedaços. Somam-se a isso várias ideias fracas de urbanismo, tal qual o metrô de Porto, que tem 5 linhas, das quais 4 (quatro) têm 60% do trajeto igual. Pelo menos é bonito. Alguém se lembrou da Linha Verde?
Um de meus ídalos, Macaco Simão, chama sempre o Brasil de terra da piada pronta, mas algo me diz que ele nunca veio a Portugal, que é a pátria mãe da nossa brasilidade!
E surpresa! Eu ADORO Portugal!
4 de janeiro de 2009
Immigration Society - parte I
Primeiro, há aqueles que viajam para acrescentar cultura e sapiência aos seus mundinhos interiores. Geralmente são aqueles que fazem cursos, intercâmbios, imersões culturais e aperfeiçoamentos sociobobajais. Estaria a ponto de dizer que essa gente se integra bem à cultura, aos costumes e à moda (fator mais importante, obviamente), mas sei que estou errado. Como uma de minhas resoluções para 2009 é de crer no mágico, aceito pensar que a mixagem ocorre mesmo nesses casos.
O segundo caso, mais delicado, é dos brazucas wannabe imigrantes. Esse tipo de indivíduo também viaja por pretextos de estudo e etc, mas, na verdade, seu verdadeiro plano, mais secreto, é de arrumar um bom e velho passaporte europeu. À primeira vista, essa categoria não é tão observável. É preciso ter olhos de lince e nariz de sociólogo para enxergar todas as artimanhas de tais imigras. Um curso aqui, um estágio ali, um emprego duradouro acolá e bum! Está realizada a imigração.
Nos dois casos, existe a possibilidade sempre iminente de arrumar um namorado europeu, a diferença jaz no objetivo desse namoro. No grupo 1, o futuro é incerto; ao passo que no grupo dois, o casamento de papel passado é a prerrogativa de uma tal união. Nessas horas também, que mal faz dar uma engravidada?
Já diria uma grande biscate que conheci em minha vida: "eu estou garantindo o meu"
3 de janeiro de 2009
2009 con lujo

MUITO LUXO!
