17 de fevereiro de 2009

Back to Paris ou Lar doce lar

Estou de volta a Paris depois de um período bastante longo de andanças. Toda vez é a mesma coisa, eu me prometo que não farei mais roteiros tão ambiciosos e multiaeropórticos, mas na hora H a curiosidade e o espírito de brasileiro (que quer "fazer a europa toda") acabam se me impondo.

Paris como quero me lembrar (pic by me)

O bom foi que dessa vez nem me deu preguiça de voltar pra cá. Casa da gente é casa, ainda que seja no exterior, não é mesmo? Eu nunca mais duvido da sabedoria dos Antigos.

Delícia chegar em casa, fazer o seu café na sua cafeteira de pistão, ficar mulambo e alegre, usar seus productos de beleza sem ter medo de ser barrado pelo volume do conteúdo.

Luxo é... arrasar em casa!

11 de fevereiro de 2009

Tragédia na epopeia europeia

Oh meu São Tio Patinhas! Estoy pobre!

Depois de descobrir que estou mais gordo, mais uma tragédia se me impôs nos últimos tempos: tive a mui desagradável surpresa de descobrir que também estou sem um tostão furadito! Adeus glamour, adeus moda, adeus comida boa... Oh! Mil vezes oh!

Uma tal situação se produziu pela nefasta combinação de gastos pouco regrados com mal-entendidos inquilinísticos, culminando na minha candidatura a prostituto de luxo no já famoso Bois de Boulogne. Estou depositando toda a minha esperança nas minhas amigas travas brasileiras tipo exportação, as quais, estou seguríssimo, hão de me acudir!

Ainda não refleti sobre qual lição tirar desta experiência, mas tenho esperança que será algo muito valioso! Vou prestar mais atenção nos meus sonhos para ver se a resposta iluminada me aperecerá como revelação.

Nesse meio tempo, vocês sabem onde me encontrar.

6 de fevereiro de 2009

Rapidito

Peço perdões pela falta de atualizações que se nos impuseram. Estou coletando informações e experiências sociodinâmicas para depois realizar análises pós-mediáticas de tudo.

PS: Engordei uns 2 quilos.
PPS: A moda deixa a gente pobre.

Conclusão: de que adianta comprar roupa quando se é gordo demais para caber nela?

16 de janeiro de 2009

Ai Jizuis! Quão portugueses somos!!

Directo da Terrinha!

Contrariando os gritos enlouquecidos de multidões que bradam "somos todos palestinos", venho eu constatar em mais um vislumbre sociológico que a verdadeira nacionalidade na base da psiquê brasileira é mesmo purtuguesa, ai! Em mais uma pesquisa de campo (leia-se passagem a 10 euros pela Ryhannair), vim examinar se somos mesmo uma mescla goxxtosa de africanos, ameríndios e europeus ou se é tudo um grande pastel de nata.

"Isso é óbvio", diriam os sabichões portugo-decendentes, mas aquilo que está bem na nossa frente é muitas vezes o que menos enxergamos. Que tal uma boa e velha lista de semelhanças que cimentam a portuguesice em todos nós sem no-lo darmos conta para convencer os lusofóbicos? Ei-la:

No Brasil e em Portugal usa-se, faz-se, gosta-se de:

1. Paralelepípedos como calçamento. Não sei quem teve a ideia pouco esperta de achar que essas pedrinhas, que devem ser colocadas uma a uma e que escorregam, soltam fácil e exigem constante manutenção, são boas para pavimentar a calçada. Bem, foi algum português, porque aqui TODA calçada é assim!

2. Praças gigantes sem nenhuma árvore. Vocês já raparam na cidade da sua vó como essas praças abundam? Um grande espaço só com alguns bancos e a sempre constante estátua/fonte no meio. Poderia haver um melhor aproveitamento de um espaço em comum em lugares tão quentes como Brasil e Portugal? Sim.

3. Muita fritura e azeite. Quem achou que salgadinho e fazer TUDO com muita fritura e óleo/azeite era coisa de Dona Benta e afins, bem se enganou! Tive a deliciosa e gorda oportunidade de ver que em Portugal se come muita coxinha, pastelzinho, bolinho e etc mergulhados na panelona...

4. Espontaneidade aparentemente ríspida. Hoje fui parado por uma típica doninha portuguesa que queria saber as horas. Quando lhe disse o que eu achava que fosse (pois estava sem relógio), ela me disse na lata: "não pode ser, mas muito obrigado". Adorei! Chamou-me de mentiroso e ainda agradece!

5. Falta de planejamento urbano/Descaso com o espaço público. Não canso de repetir, Portugal nada mais é que uma mistura louca de Salvador com Ouro Preto e Tiradentes (notem a inversão ideológica proposital). Vai gostar de construir em morro, pirambeira e penhasco! Todo o trabalho de construção para depois deixar caindo aos pedaços. Somam-se a isso várias ideias fracas de urbanismo, tal qual o metrô de Porto, que tem 5 linhas, das quais 4 (quatro) têm 60% do trajeto igual. Pelo menos é bonito. Alguém se lembrou da Linha Verde?


Um de meus ídalos, Macaco Simão, chama sempre o Brasil de terra da piada pronta, mas algo me diz que ele nunca veio a Portugal, que é a pátria mãe da nossa brasilidade!

E surpresa! Eu ADORO Portugal!

Vai um pashtellzinho d'Belaim?

4 de janeiro de 2009

Immigration Society - parte I

Há dois tipos de pessoa que vão morar no exterior. Bem, talvez haja mais, mas as outras não me interessam e nem aos ávidos leitores. Classifiquemos.

Primeiro, há aqueles que viajam para acrescentar cultura e sapiência aos seus mundinhos interiores. Geralmente são aqueles que fazem cursos, intercâmbios, imersões culturais e aperfeiçoamentos sociobobajais. Estaria a ponto de dizer que essa gente se integra bem à cultura, aos costumes e à moda (fator mais importante, obviamente), mas sei que estou errado. Como uma de minhas resoluções para 2009 é de crer no mágico, aceito pensar que a mixagem ocorre mesmo nesses casos.

O segundo caso, mais delicado, é dos brazucas wannabe imigrantes. Esse tipo de indivíduo também viaja por pretextos de estudo e etc, mas, na verdade, seu verdadeiro plano, mais secreto, é de arrumar um bom e velho passaporte europeu. À primeira vista, essa categoria não é tão observável. É preciso ter olhos de lince e nariz de sociólogo para enxergar todas as artimanhas de tais imigras. Um curso aqui, um estágio ali, um emprego duradouro acolá e bum! Está realizada a imigração.

Nos dois casos, existe a possibilidade sempre iminente de arrumar um namorado europeu, a diferença jaz no objetivo desse namoro. No grupo 1, o futuro é incerto; ao passo que no grupo dois, o casamento de papel passado é a prerrogativa de uma tal união. Nessas horas também, que mal faz dar uma engravidada?

Já diria uma grande biscate que conheci em minha vida: "eu estou garantindo o meu"

3 de janeiro de 2009

2009 con lujo

Feliz año nuevo!

Quem acredita em resoluções alegres para o ano que acaba de começar? Eu não, mas acho divertido fazer algumas e me inteirar das dos outros, para que eu possa vigiar de perto e checar se a pessoa está cumprindo! Muohohohohohohohoho!

Vou tentar pôr algumas que me serviriam, mas sempre lembrando que, tal qual como as regras de etiqueta, elas sempre podem ser quebradas, desde que "se tenha a experiência social para fazê-lo com graça." (LEÃO, Danuza)

Aqui vai uma lista de algumas resoluções e uma peti análise sociobiopsicossocial de cada uma.

1. Entrar em forma. G-zus, esse deve ser o desejo mais clichê do universo, mas acho-o importante porque ele não só faz bem para o indivíduo como também é bom para a sociedade. Explico: corpos malhados são mais gostosos e enchem os olhos de quem vê, alegrando as pessoas e servindo de colírio para olhos cansados.

2. Arrumar o quarto. Taí uma que se aplicaria a mim. Diz o Feng Shui que um ambiente arrumado deixa a energia uong fluir melhor e não acumular nos cantos. Entretanto, o bom e jovem philósopho da contemporaneidade R. Napoleonsky sempre disse que a bagunça pode ser uma manifestação da criatividade e expressão artística. Está para nascer uma desculpa melhor!! Memorize-a e use com sua mãe sempre que necessário.

3. Estudar mais. Essa é uma boa, e recomendo firmemente que TODOS no sistema solar o façam, porque de burrice o mundo já está cheio, digo, saturado. Vamos estudar, minha gente!!

4. Ficar rico. Ah, bem, essa aqui é pra bem poucos. Ou melhor, é pra todo mundo, porém a sua realização que é para poucos. Eu, particularmente, sempre planejo ganhar na mega-sena, mas isso nunca acontece, até mesmo porque eu nunca jogo. Ou então, pensemos mais humildemente e imaginemos que ficaríamos superentediados com tanta grana. E tem algo mais chique do que se entediar de ser rico?

5. Ser mais doce. Essa é linda e adocica a vida da galera, mas eu já acho que nunca conseguiria. Quando penso no tanto de gente chata que teria que aguentar sendo um pouco menos azedo...


Já o meu desejo pessoal para todos (que merecem) é:



MUITO LUXO!

28 de dezembro de 2008

Cinéfilo

Quem tem tempo para mais uma lista de melhores alguma coisa do ano? Eu sempre tenho!

Voltando no passado, aqui vai uma lista dos melhores filmes que eu vi no ano de 2008. Lembrando sempre que a minha opinião é sempre baseada no meu próprio gosto, que se supõe livre de qualquer influência baba-ovística de cinéfilos wannabe cults ou cousas do gênero. S'embora?

1. 4 meses, 3 semanas e 2 dias. Filme romeno de chocar o cérebro e enternecer o coração. Uma história que mistura sovietismos, amizade, aborto e questões de vida. Há muito não me sentia tão preso e empatia por um personagem. Ele foi o ganhador da Palma de ouro de 2007, mas só saiu no Brasil em 2008, chegando e coroando minha lista.

2. Batman - o Cavaleiro das Trevas. G-zus, um filme de ação com questionamentos philosóphicos docarai, óptimas atuações e coração na boca. Eu, que sou fã de carteirinha da série dos anos 80/90 do Tim Burton, amei a atuação. Adoro Curinga, adoro Curinga! L-U-X-O.
3. Tropa de elite. Mereceu todo o alvoroço que causou. Dentre outras características boas, foi o primeiro filme brazuca de grande repercussão que provocou algum questionamento social. O melhor é que ainda trouxe à tona expressões luxo de outrora: fanfarrão!

4. Mannen som elsket Yngve. Esse é um filme norueguês bem lindinho, que questiona várias coisas da adolescência e ainda trata de amores homofofos sem ser piegas ou nada.

5. Entre les murs. Mais um que questiona, desta vez o sistema educacional. À primeira vista, parece mais um filme professor-bem-intencionado-salva-alunos-da-periferia, mas, por incrível que pareça, é diferente. Nesses são ouvidas também as vozes dos alunos, que também questionam várias coisas. Bem ótimo.

Para quem não pôde ver, vale sempre a pena dar um pulinho na sua locadora. Uma ótima pedida para aqueles que não viajarão em janeiro - ponham os filmes em dia!

Beijos, me liga.

25 de dezembro de 2008

Espairecendo

GENTE!!

Estou espairecendo na Suíça, com direito a um pulinho spa-ico nos Alpes, mas em breve volto com muito mais.

Feliz natal e ótima digestão a todos!!!

15 de dezembro de 2008

Não (ou)vi e não gostei

Chegado o fim de ano, é hora de uma das coisas que mais gosto dessa época: as listas e retrospectivas!!

Como não poderia deixar de ser, aqui posto uma listinha das 5 bandas/músicos que lançaram disco neste ano que eu NÃO OUVI e NÃO GOSTEI.

Aqui vão:

1. Magallu Magalhães. A meu ver a chata wannabe-Caetano do ano. Vade retro!

2. Marcello Camello. Vencedor do prêmio pedófilo nojento do ano. É-CA-TI.

3. Namoro nauseabundo de Mallu e Marcello. Cartilha da pedofilia-exploração II.

4. O disco novo da Cyndi Lauper. Em poucas palavras, "she's not her and never will be".

5. O novo do Oasis. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...


Odeio muito tudo isso.

5 de dezembro de 2008

Cartilha pró-ar puro

G-zus, comentários têm chovido a cântaros em minha caixa de email acerca da famigerada campanha e manifesto Arrasa sem fumaça. Antes de mais nada, deixo bem claro que não se trata de ódio aos fumantes, e sim à fumaça e mal-cheiro produzidos pelo cigarro que transformam produções luxo em cinzeiro e fazem nossos olhos arder.

Proponho que haja um leve segregação momentânea dos fumantes nos momentos de inalação de nicotina, alcatrão e cia limitada. Isso já existe aqui em Paris e funciona muito bem. É terminante proibido fumar em qualquer lugar público fechado. Quer dizer que ninguém mais fuma?Perguntar-me-ão certamente. Sim, inclusive loucamente, mas da seguinte forma:

a) Espaço fumante. São áreas fechadas dentro de alguns bares e boates com exaustão total de fumaça. Só se pode fumar lá dentro. São tipo gaiolas de vidro (no aeroporto Galeão do Rio há varias).
b) Área aberta. Alguns bares e boates têm uma pequena área a céu aberto dentro das dependências, e é lá que a galera vai quando bate a vontade.
c) Passeio. Na maioria dos bares e boates, as pessoas simplesmente vão até o passeio e lá ficam até o fim do cigarro.
d) Cordas separadoras. Esse é o método utilizado nas boates que cobram entrada (a minoria aqui, mas a maior parte no Brasil). Eles põem umas cordas ou grades, tipo as que se usa pra organizar filas em xos e etc, contíguas às portas. Os fumantes se infileram nelas do lado de fora até terem consumido seu alcatrão. Depois retornam à pixxta, sem perigo de fugas ou entradas ilegais. Civilizado.

Rezo para que uma tal lei seja aplicada no Brasil inteiro, ou pelo menos em minha amada BH. O fumo passivo também mata, minha gente. Que delícia é poder chegar em casa depois da noitada e ainda estar cheirando gostoso! Um raro prazer.

2 de dezembro de 2008

Um sábado à noite na vida de T. Panno

Por volta de 22h, sala de banho.

É chegada a hora de se preparar. Primeiro, um banho demorado, tanto higienizante como embelezador, regado aos mais diversos tipos de colônias, sabonetes e xampus pró-vitamínicos. Segue-se o ritual hidratante. De 3 a 5 cremes diferentes são aplicados sobre a cútis límpida, tonificando-a e garantindo um brilho colagenoso. Hidratação obtida, apresenta-se o momento crucial: a escolha da indumentária.

22h45, quarto de vestir.

O armário se abre: vê-se um desfile dos mais diferentes tipos de roupas de estilistas de todo o hemisfério ocidental. Brusinhas de várias padronages e tecidos, mangas curtas e cumpridas, golas e botões (alguns de ouro, ouros Versace).

Camisetas coloridas de várias estampas vibram em meio às lisas. Naquela noite a escolhida foi uma branca de gola canoa, alegrada por um desenho com brilhos e referências. As calças, um capítulo à parte - skinny, baggy, jet-legging, pantalones, corsário, calções... Ok, pega-se a mais justa. Sapato ou tênis tendência? A segunda opção. Colete com colar ou xale palestino com chapéu? Todas as opções acima. Tudo será mostrado à medida que o álcool for fazendo efeito.

23h45, lavabo.

As imperfeições do rosto são homogeneizadas com muito Lancôme, MAC e Dior. Cílios realçados, brilho nos olhos. Boca cintilando, mas discretamente.

Para o cabelo, um gel leve seguido de um pouco de laquê e pomoda estabilizante. Ali há de haver muito brilho e moda, mesmo de baixo do chapéu.

00h15, alcova.

O toque final é dado pela escolha do perfume. O arramate deste sábado é dado por uma fragância leve porém marcante, um odor amadeirado com um quê de cítrico. Perfeito, hora de sair.

00h40, porta da boate.

Após descer glamurosamente de seu táxi, T. Panno cumprimenta os seguranças e entra direto na casa noturna, sem enfrentar a fila - um luxo.

2h37, bar externo.

Infelizmente, a noite não está para peixe e nem pra tubarão, e T. Panno decide ir embora. A noite deu o que tinha que dar.

3h10, vestíbulo

Ao se olhar no espelho de cristal da entrada de seu apartamento, T. se espanta com sua própria beleza e bom-gosto. Quão bem-vestido está! Nesse momento, suspira de pesar de não ter arrasado mais. É neste momento que lhe vem às narinas o cheiro empestiado de fumaça de cigarro - sua produção está fétida!! Nada mais lhe resta a fazer, a não ser pôr toda a sua produção no valor de mais ou menos 640 euros toda no lixo. Sim, pois, nessas ocasiões, é o que deve ser feito.

Do fundo de seu ser, passando pelo guela e explodindo de sua boca, emergiu o seguinte grito:
- Por quê a gente não ARRASA SEM FUMAÇA?!


Baseado em fatos reais.


Cigarro ou arraso?

25 de novembro de 2008

Declínio e Queda do Império Viadano

Quem um dia tiver a curiosidade socioviadológica de percorrer os lugares para o público homensexual de Paris, London, Baby-you-can-keep e Amesterdão há de perceber algo impressionante: a pouca quantidade de gayzinhos jovens.

Primeiro pensei que fosse a escolha do lugar; estava em um lugar freqüentado majoritariamente por hombres mais senhoris e que talvez os jovens estivessem em outro lugar. À medida que o tempo foi passando, fui reparando a cada vez que simplesmente não via quase ninguém com menos de 30 anos nas buátchis e bares daqui. O quê estaria acontecendo com a junventude viada?

Quando a gente pensa no Brasil e nos locais gayos, e menos nos moderninhos, as bichas novam dominam; quase não se vê gente com mais de 30. Qual será o fator de tamanha diferença? Eis que fui mais uma vez a campo investigar tal mystério de Mãe Europa.

Pensando nas idades dos freqüentadores, me vi entrando num túnel do tempo homoerótico e por aí fui chegando mais perto da resposta. Esse pessoal (30 +), quando começou a enviadar e sair na noite, não encontrava abertura nem da sociedade nem de quase ninguém, e por isso se concentrou em bairros como guetos (numa estranha coincidência, o bairro viado de Paris é também historicamente o bairro dos judeus). Nos guetos pode-se ser gay e tá tudo ótimo, santa.

À medida que os anos foram passando, a sociedade ficou mais aberta e aceitando melhor essa galera viadinha. Hoje em dia não parece (pelo menos em Europa Ocidental) haver necessidade de se esconder nos guetos para viver. Os menines são como os meninos, a única diferença sendo que eles curtem uma brodagem mais exclusiva.

Minha cabalística hipótese me foi confirmada por um senhor no centro de informações homossexualas de Amsterdã. Disse-me esse senhor: "Os jovens não saem. Eles vão apenas a festas particulares ou lugares mistos".

No Brasil a galera ainda freqüenta bastante os guetos e 'lugares GLS' (sic) porque não rola tanta abertura da galera. Muita gente só se sente tranqüilo na bibice quando se encontra nas buátchis/bares. Entretanto, observa-se que, já há algum tempo, muita gente gê-ele-essa prefere ir a lugares miques a freqüentar baladas exclusivas.

Na opinião modesta deste colunista, este será realmente o futuro do viadismo. Héteros e homos de todo o mundo vivendo na grande harmonia e paz de INRI. Muito mais saudável e plural, né?


El fin dos guetos?

23 de novembro de 2008

Rafa und ich

Depois de todo esse tempo, há para mim uma música que define bem minha relação com um certo capitolino. Na verdade, é mais a terceira estrofe, mas a cançã é toda bonitinha. Modifiquei um pouco a letra para um melhor encaixe gênero-sentimental. Ei-la:

Rafa und ich
Er weiss alles über mich
Ich weiss alles über ihn
Sheriff and deputy

Rafa und ich
Ohne der andere geht es nicht
Das Institut
Erklärt wir tun und beide gut

Er ist mein Artzt
Macht mich glücklich und gesund
Ich bin für ihn da
Bin seine Katze und sein Hund

Ê trem bão!!


Para quem não se agüentar de curiosidade, ativar traducción!

19 de novembro de 2008

De chatundis


I. Introdução

Existem no mundo dois grandes tipos de chatice, os quais pude catalogar e examinar estatisticamente ao longo de uma extensa pesquisa biopsicossociológica. Os resultados são assaz contundentes e apontam para dois grandes vértices chatais, testados pela delta, pi e quadrado da hipotedanuza:

1) Chatos positivos. Esse tipo de pessoa desagradável incomoda pela inserção de material chato na vida de quem está perto, causando assim um aumento na concentração de soluto chatal nos ouvidos de quem o escuta. De característica irritante, nesse grupo se enquadram os que falam sem parar, fazem piadas bestas, pessoas que comentam tudo e gente sem-noção em geral. Os famosos mala-sem-alça.

2) Chatos negativos. Essa categoria diz respeito àqueles que não produzem chatice, mas, que em movimento contrário, extraem legalzice de onde estão. Eles se mostram principalmente em situações sociais, nas quais estragam a diversão somente por estar lá. Estatisticamente menos numerosos que os do Grupo 1, esses chatos são os mais antigos na escala filológica.


II. Método

Como os chatos positivos são os que mais me incomodam e com os quais mais sofro ultimamente, tratarei apenas deles nesse ponto. SACO!!

Mas é impressionante como é irritante ter uma pessoa chata falando na sua cabeça o tempo inteiro, principalmente quando os assuntos são megapouco interessantes e carregados de futilidades.

Acho que essas pessoas vão enchendo tanto a nossa cabeça e outras partes, que esse material se acumula em nosso céLebro até que não agüentemos mais. Daí é possível que nos tornemos parte da espiral da encheção sáquica, porque ficamos tão sobrecarregados com o material chatal que sentimos a necessidade de despejá-lo alhures, tomando principalmente a forma de reclamação (como as feitas num blogue, por exemplo).


III. Conclusão

Então, para todos aqueles que me ouviram reclamar: perdóname, lo siento, ik bin droevig, סליחה!


IV. Referências bibliográficas


Citação desnecessária: ih, nojento! (MACALÉ, Sebastião)

14 de novembro de 2008

Delícias de viagens

A desinformação e a preguiça vinham, até pouco tempo, freando meu gosto pela viagem. Tendo descoberto que estava livre de burocracias de visto e contando com a pressão divertida de Adriano, fomo-nos de ons pra Amesterdão (graphia portuguêza).

Longe das putas e do haxixe, caímos de amores pelas gracinhas da cidade. Canais lindinhos, ruas pequerruchas, lojas fofitas e gente simpática e sorridente ganharam nossos corações. Andar solto por aí, descobrir gostosuras restaurânticas ou descontos amigáveis em brechós luxo são coisas que só viajando se faz.

Quando estamos na nossa cidade, raramente nos entregamos a explorações mil, a caminhadas sem rumo. A preguiça quase sempre vence, pelo menos no meu caso. Até acordar cedo ganha um valor, numa viagem há sempre muito que ver e pouco tempo.

Sem falar que ninguém conhece a gente! Um verdadeiro convite às besteiras. O que ouviu-se de sotaque português falsificado pelas ruas de Amsterdã não é brincadeira!

Viva a pícara, viva a búndara, viva as viagens, as bobeiras e as amizades!