27 de julho de 2009

No meu jardim

Como é triste perceber que nem sempre ser o propagador da verdade é algo positivo. Faço aqui uma pequena mea culpa, já que usei meus poderes explicitadores de maneira exagerada. Devo agora recolher-me na Toca dos Gatos do silêncio e guardar um pouco do elixir da revelação para mais loguinho.

E, como para todo drama existencial existe uma trilha sonora, dá-lhe Antony & the Johnsons, meus favoritos do momento com seu novo e lindãossimo disco The Crying Light. Eis a primeira faixa do disco, num clipe não oficial:



Notem como beleza e tristeza também rimam bem.

Eu coração Antony Hegarty.

26 de julho de 2009

Feriando

Dilemas éticos à parte, ainda estou aqui, aproveitando cada momento das deliciosas férias das quais desfruto neste mês.

As gostosuras da amizade alegraram meus últimos dias, mas agora o que se me impõe é o cansaço do excesso, mas sem grandes dramas.

Esta última semana de atoísmo pago e merecido há de ser muito bem aproveitada.

E viva o verão em pleno inverno!

17 de julho de 2009

Campanha

Estou prestes a lançar uma campanha informativa/dramática com o seguinte título:

Não crucifixem os críticos!

Nós, as pessoas que têm um senso crítico aguçadíssimo e um padrão de qualidade ainda mais elevado, sofremos de eterna incompreensão. O maior erro de julgamento que nos é perpetrado é sermos considerados azedos ("você sempre acha tudo ruim"), negativos ("você sempre vê defeito em tudo") ou maldosos ("credo! ele-ela é tão legal/gente-boa/simpático"). G-zus.

Realista que sou, bem sei que a maioria das pessoas continuará pensando assim, uma vez que elas simplesmente não têm os mesmos padrões que nós. Para mim, esse tipo de gente está a um passo da burrice, digo, mediocridade. É só dar um escorrego e... Ui, que linda é a vida!

Recentemente tive uma epifania. Ao trabalhar com os talentosíssimos, megapontuais e supercompetentes rapazes do Superfície.org, pude ver que a nossa luta tem um propósito. É um alívio tão grande poder saber que você pode deixar tudo na mão da outra pessoa e ter a certeza que ficará ótimo.

Miranda Pristley está de olho.

11 de julho de 2009

Immigration Society - parte II

O estudo acerca dos imigrantes brasileiros continua. Como relatado na parte I, há dois tipos de imigrantes: aqueles que se integram e os phamosos biscates.

Esses brasileiros que buscam marido e/ou grana no exterior apresentam características bastante intrigantes e sempre muito similares. De maneira muito interessante, todos eles sempre sonharam em morar na "gringa" (mais uma abominável locução), mas, ao lá chegarem, só ficam falando de como a vida era maravilhosa na Brasil. Paradoxal, não é mesmo minha gente?

Há também aqueles que vivem nas pequenas comunidades brazucas, muitas vezes em contextos monolíngues e isolados culturalmente. Essas pessoas vivem querendo reconstruir o Brasil no exterior, com seu tráfico de gostosuras, revistas e todo o tipo de besteira e futilidade brasileira. O que eu sempre me perguntei foi: por que não aproveitar o que tem de bom no país em que se está, sem se esquecer o que foi deixado? Esse povo vive querendo viver no deixado. Não dá.

O filme Jean Charles, sobre a história do homônimo que foi assassinado pela polícia britânica por engano retrata bem o pânico e decadência moral do tipo II de imigrante brasileiro. Sem ignorar o absurdo da morte dele, mas sendo cortantemente sincero, o exemplo que ele dá dos brasileiros é o pior e mais degradante possível. É aquele tipo de pessoa que não só recria a cozinha, as roupas medonhas de feias e as festas brasileiras como também reproduz aquilo de mais criticável que nós temos: o infame "jeitinho". Passaportes ilegais, esquemas ilícitos, criação de vantagens corruptas... Tudo isso faz parte do repertório de tal figura. Lamentável.


Quem nunca teve preconceito com brasileiros baba-ovo no exterior que atire o primeiro passaporte
ilegal.

Duas coisas que odeio, uma que amo

Opinãozudo que sou, nunca consigo ficar quieto quando o assunto é música, bandas e etc. Com as facilidades da internet e cia. ilimitada, o número de bandas ótimas e péssimas nunca esteve tão alto.

Eis que, seguindo o exemplo do sempre ácido Angeli, resolvi criar aqui uma microlista opositiva de fofuras versus chaturas. A bola da vez é a música nacional.

Odeio:

  • O Rappa - CHEGA de bandas semiengajadas com letras pseudopolíticas e melodias repetidas e pouco criativas.
  • Skank - G-zus, tem como ficar mais chato, mal-vestido e nhenhenhém?

Adoro:

  • Bonde do rolê - o funk levado às últimas consequências, com muita crítica, mas sem se esquecer da diversão. Remixes ótimos e pessoal amigo. Amo.

1 de julho de 2009

La Roux é luxo

De quando em vez, eu gosto tanto, mas tanto, de um certo artista ou música que fico quase obcecado melodiosamente com a figura (daí meu constante medo de enlouquecer se eu começar a levar a música a sério, tipo profissionalmente).

A loucurinha boa da vez é a maraviluxa La Roux (o x é mudo, faz favor). Da primeira vez que escutei Quicksand, quase tive uma epifania da beleza musical. Eis que, dois singles depois, ela consegue ainda me deixar boquiaberto com a qualidade musical de suas cançãs.

Bonita e esquisitinha adroginamente, La Roux fez um disco óptimo com arranjos mega anos 80 repaginados, reorquestrados e coroados pela voz gata demais da menina inglesa.

O melhor fruto da safra de novas cantoras inglesas de atchitudje, a ruivita se tornou a rainha do meu I-pod. Para se jogar.